Série Dark Souls: Pegar ou largar? Análise Completa.

Texto por: Márcio Guedes.

Minha intenção com este texto é falar sobre Dark Souls e Dark Souls 2, fazer uma comparação entre eles em diversos aspectos, dizer diversas coisas que eu não vi nenhum crítico dizendo. E olha que eu li várias críticas, reviews e vídeos em diversos canais de jogos no YouTube.

1 – Gráficos
Os gráficos do primeiro jogo não são ruins, porém estão longe de serem um primor, mas quer saber, achei melhor assim. O jogo é meio escuro, parece meio embaçado e tem um clima de velho. Algo que me lembrou muito Dragon’s Dogma. Parece que quando japonês quer criar um clima medieval europeu, eles passam um ar de algo antigo, opressor e sujo. Na minha opinião funciona bem nestes jogos. Já em Dark Souls 2 isso tem bem menos, o jogo é mais limpo, claro e tem céus muito bonitos. A proposta visual parece ter mudado um pouco neste jogo e eu gostei também, não preciso odiar uma coisa para gostar de outra.

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1.1 – Tecnologia
Tecnicamente, Dark Souls 1 parece um jogo meio truncado, um pouco mais pesado do que deveria para o gráfico que se apresenta, como se as texturas fossem difíceis de ler pela engine. A modelagem de tudo é mediana, mas combina com o visual de opressão que quisera fazer. Já em Dark Souls 2, o jogo é muito mais leve, tudo roda mais suave, fluido. As texturas são melhores assim como a modelagem. A tecnologia em DS2 é definitivamente muito melhor que no primeiro jogo e melhor que muito jogo atual, fazendo uma boa relação entre gráfico apresentado e como ele é processado. Devo dizer porém que joguei a versão de PC, não posso dizer que qualquer aspecto técnico apresentado nos consoles.

1.2 – Criação de Personagem
A criação de Personagem em Dark Souls 1 era bem intencionada, com escolhas criativas como graus de hormônios e de onde veio o seu personagem influenciando na aparência. Contudo, muito poucas opções de cabelos e poucas mudanças significativas nas barras de rolagem que ajustam certos contornos como nariz, olhos, queixo… As cores dos olhos também não mudam muito, todas as cores são opacas, algo parecido com o que acontece em Fallout 3 e Fallout New Vegas, quando você quer variar a cor dos olhos do seu personagem. Tipos de corpos são uma piada, quase todos são feios. Magrelo com cabeça grande? WTF! São poucas variações, nenhuma delas satisfatórias, então você escolhe a default mesmo. Por fim você faz um personagem longe do que queria fazer e você pode nomeá-lo de “Vaiassimesmo Estouconformado”. Em Dark Souls 2 este aspecto melhorou anos luz. Você pode modelar melhor o rosto de seu “Vaiassimesmo” e até pode nomeá-lo de “Atéque Ficoulegal”. Tatuagem no rosto, mais barras de rolagem para modelar contornos, cores dos olhos significativamente diferentes, tipos de cabelos mais bonitos (ainda que preguiçosamente pouco numerosos), são grandes melhoras. Escolha de tipo de corpo está ainda terrivelmente limitada, porém menos ridícula. Mas por que se importar com isso? Com as constantes mortes, você vai passar a maior parte do jogo com aspecto de zumbi…
Em ambos os jogos você escolhe as mesmas classes, o que é muito importante para seus status iniciais e equipamento inicial. Não entrarei no mérito qual melhor classe, porque cada um têm seu próprio jeito de jogar. Mas já vi gente dando sugestões que é bom de início usar classes que atacam bem a distância.

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1.3 – Armaduras
Uma das coisas que mais gosto nos jogo são armaduras. Em DS1 elas são muito poucas. Muitas são velhas, quebradas, parecem farrapos. Contudo isso condiz com você ser um morto-vivo, mas bem que poderiam colocar mais vestimentas decentes. Muitas delas, quando não são tão arrebentadas, deixam seu personagem gordo, fora da forma compatível com o tipo de corpo que você escolheu. Sem contar que quanto mais robusta a armadura, mais lento você é. O que faz sentido, mas deixa tudo mais difícil. Não dá para ser ágil e muito resistente ao menos tempo… Em DS2 existem muito mais armaduras, muitos farrapos sim, mas muitas vestimentas legais, bonitas, que seguem o corpo de seu personagem. Acho ainda que deveriam ter mais armaduras, ainda mais que elas quebram muito facilmente. Assim como suas armas, tudo quebra muito mais fácil em Dark Souls 2 do que no primeiro jogo.

1.4 – Desenho dos Monstros
Em ambos os jogos, os monstros são muito criativos. Os chefes de fazes são variados, assim como os inimigos normais e os semi-chefes. Porém vejo certa lógica no desenho destas criaturas: Quanto maior, mais forte, e muitas vezes mais chato; quanto mais estranho, mais sacana. Contudo, a arte em si é boa. Os monstros são feios, criativos, esquisitos, intimidadores, nenhum deles possui qualquer traço de humor (digo isso porque certos jogos sérios muitas vezes tem ao menos um chefe de fase “engraçadinho”).

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1.5 – Cenários
Os cenários são muito mais belos e até mais variados em DS2 do que em DS1. No primeiro jogo há muito cinza, muita pedra. E é muito mais confuso. Lugares onde você tem que descer ou passar por alguma entrada ficam totalmente escondidas “na sua cara” porque tudo que você enxerga ali é chão ou parede. Há quem diz que isso também faz parte da jogabilidade, que você tem que vasculhar e prestar atenção em cada canto. Ok, faz sentido, mas ainda sim o cenário é confuso. Em Dark Souls 2, o cenário é bem menos confuso, o que não significa que você não vai se perder. Como estes dois jogos não têm mapa, você tem que fazê-los em sua cabeça. Em DS1 é um complexo emaranho de caminhos, em DS2 eu pensei assim: uma área central com quatro caminhos (também complexos), porém mais fácil de seguir sistematicamente para não se perder. Nos dois jogos o interessante é o sentimento de abandono e desolação de seus cenários. Por mais que alguns estejam totalmente inteiros. Nenhum dos cenários possui vida, ninguém conseguiria viver naqueles lugares. Muitas vezes tive a sensação que jogava jogos pós-apocalípticos e não medievais.

1.6 – Beleza
Dark Souls 1 é feio. Dark Souls 2 é bonito. Simples assim. Ser feio não é o defeito do primeiro jogo, contudo. Encaixa bem com a proposta. DS1 é o medo vindo da morte, do sujo, do escuro. DS2 é medo vindo do que se esconda à luz do dia, do que o aguarda em belos castelos.
O seu personagem é (potencialmente) muito mais belo no segundo jogo, tanto o rosto que você deve ter feito quanto as armaduras encontradas. E tudo reluz bonito ao belo pôr-do-sol, ou luar prateado, ou o belo estranho céu verde e amarelo de Bridge Approach.

2 – Diversão
2.1 – Gameplay
Ambos os jogos possui uma jogabilidade que são (eu acredito) únicas. Suas armaduras pesam se oferecem boa resistência, o tornam mais lento. Você cansa a cada golpe desferido ou defendido. Você cansa se correr. Você perde HP mesmo defendendo mas, se for com escudo, perde menos. Parece interessante e pode-se pensar: “Hey, isso é até realista”. Porém… você é um morto vivo! Assim como todos os inimigos do jogo! Que não cansam! Poucos golpes desferidos e você tem que parar de bater, de início, nada de seqüência longas de ataques. Se você correu para dar um golpe mais rápido ou forte ou se você defendeu antes de atacar… significa que você já entrou na luta exausto. Isso faz parte da dificuldade do jogo, por esse motivo é programado desta forma? Sim. É divertido? Não, não é.

Primeiro: você é muito frágil. Se quiser ser mais resistente, vai ser mais lento. Segundo: quase todo semi-chefe e TODO chefe te derruba no chão, alguns te derrubam até acertando próximo a você. Terceiro: Se seu personagem cai no chão, ou até mesmo recebe algum golpe, ele se recupera numa lentidão impressionante, enquanto o mais ralé dos inimigos comuns recupera-se rapidamente.
Então você se esquiva, rola no chão, defende… Sua barra de energia está quase no zero e não dá para você atacar. Claro que existem estratégias contra isso tudo. Assistam a alguns gameplays no YouTube, realmente bato palmas para os caras que fazem este serviço, porque… bem… não sei se te disseram, mas estes dois jogos não são fáceis.

A dificuldade destes dois jogos, assim como o anterior a eles, Demon Souls, foi uma esperta alavanca de marketing. Eles sabem que muitos jogadores hardcore são imaturos, precisam de auto afirmação. Então tentam matar sua baixo estima dizendo que finalizaram um dos jogos mais difíceis da atualidade. Existem tantos outros jogos por aí, tanta coisa na vida para se fazer, sua família, namorada, sexo… Tudo deve ser colocado de lado pela perseverança em terminar um jogo tão difícil, custo o que custar. Sim, porque este jogo demanda dedicação. Mas então você me pergunta: “Você terminou os dois jogos?” Sim, terminei. “Você foi dedicado, perseverante, como disse que tem que ser?” Não, mas eu dei o meu jeito…

O interessante que não vi nenhum crítico dizendo sobre o jogo é que a grande dificuldade esconde certos elementos do jogo: A inteligência artificial é péssima. Todos os inimigos são burros. Todos possuem, no máximo três movimentos; que se repetem e se repetem… Todos são previsíveis. O mais imprevisível é quando eles saltam de fora de seu angulo de visão, um truquezinho bem clichê… Não seria mais interessante se seu personagem tivesse menos coisas desfavoráveis e os inimigos fossem mais complexos e imprevisíveis? Mas então tudo seria mais trabalhoso de se programar. Inimigos normais que realmente fazem emboscadas e se adaptam a sua estratégia. Chefes com comportamento de ataque em fases. Coisa que existe desde o Master System…

Mas você diria: Dark Souls não é assim, não é a proposta. E você está certo. A proposta deles é através de uma alavanca de marketing (dificuldade) fazer um jogo em que eu posso construir coisas de forma mais preguiçosas porque os críticos não dirão nada. Não dirão porque não conseguiram jogar a fundo (eles tem muitos jogos para jogar, escrever sobre, estar antenados nas novidades) e porque têm medo de serem desacreditados se reclamarem do jogo por ser este muito difícil. Algo como: “Você só fala mal porque não conseguiu jogar, que especialista em jogo é você?”

2.2 – Armas
Nem tudo na jogabilidade é ruim. Gosto muito das armas, como você pode usar o que quiser em qualquer mão. Como você pode colocar duas armas no slot de cada mão. Muito bem pensado. Muito legal diversas armas possuírem diferentes moveset, uma ideia bem antiga, todos os Soul Calibur têm, mas não deixa de ser divertido. Este é um dos grandes motivos porque eu insisti neste jogo. Em Dark Souls 2 existem mais armas ainda e algumas extremamente interessantes como chicote, espadas que soltam magias, garras como as de Wolverine, e a minha preferida twinblade. A twinblade lembra o sabre de luz de Darth Maul, contudo, logicamente, com lâminas. Qualquer arma pode ser usada com as duas mãos, ao invés de uma, mudando também seus movimentos e sua força.

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2.3 – Itens
Todos os itens são muito criativos, tanto em seus nomes, ícones (ícones, porque eles não possuem realmente formatos modelados no jogo, você os usa, mas nunca os vê realmente, apenas o que fazem, eles são desenhos em 2d em seu inventário), e os efeitos. E, acredite, todos são úteis. Em um jogo tão difícil, qualquer ajuda é como água no deserto. Isto em ambos os jogos, em DS2 existem alguns itens novos e mais interessantes.

3 – História
É bem possível que muita gente tenha terminado os dois jogos sem saber uma virgula da história, não contarei aqui também, vá na Wikipédia e leia (ou jogue). Os dois jogos não contam muito a própria história, você fica sabendo de acontecimentos através de monótonos monólogos de NPCs (personagens não jogáveis em uma tradução literal). A introdução de ambos os jogos são frases vagas e misteriosas que seriam interessantes se no decorrer dos jogos as coisas fossem ficando mais claras, mas não ficam. Você, se for de seu interesse, tem que ouvir tudo que os NPCs dizem e montar tudo em sua mente. Os locais onde você vai e quem você mata também ajudam e compor este quebra cabeças também. Bem… é uma forma de desenvolver a narrativa, é proposital. Ajuda em seu clima de confusão e desolação, mas pense bem… Essa forma de contar algo pode ser interessante para alguns, mas mesmo que tenha mérito, o produto final entregue é raso. Quando entende a história, vê que ela caberia em poucas linhas. Muito filme de ação da Sessão da Tarde tem mais profundidade.

3.1 – NPCs (Personagens não jogáveis)
Em Dark Souls 1, tive a impressão de serem menos variados do que em Dark Souls 2. No primeiro jogo eles são menos interessantes e quase todos fazem alguma risada meio macabra. No segundo jogo, eles são mais acolhedores, o máximo que pode-se ser em um jogo desses… Com a exceção das três idosas em DS2, nenhum NPC possui expressão facial ou movem os lábios para falar. Em época de Mass Effect e L.A. Noir, isto é um bom sinal de preguiça dos desenvolvedores. A dublagem porém é boa, em Inglês ao menos, não joguei a versão em Japonês. As vozes conseguem passar exatamente o tom necessário para aquele personagem, seja o deboche macabro ou o sentimento de esperança quase perdida de se ter algum sucesso no mundo de Dark Souls.

3.2 – Personalidade do Personagem
O seu personagem é vazio, silencioso. Apenas uma casca que morre e volta, para morrer de novo e voltar novamente para tentar cumprir certo objetivo. Ok, este não é um jogo em que seu personagem precise ter alguma… alma? Soul? Ok, ok, não precisa de ter alguma personalidade como se ele fosse algum… er… RPG? Bem, nem todo protagonista de RPG possui personalidade ou até mesmo voz, mas bem que seria um tempero a mais, não é mesmo?

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4 – Final (cuidado, spoilers)
4.1 – Batalha Final
Ambos os jogos possuem batalhas finais interessantes, nada espetacular. Em DS1 o inimigo não é tão gigante, é mais parecido com jogar contra outro player e em DS2 o chefe tem sua… personalidade. Em ambos os casos, toca uma musica triste. Nada de musica épica ou de ação frenética ou de ameaça aterrorizante… Em ambos os jogos tive a impressão da batalha final ser algo triste que devia ser feito ( olha o spoiler da estória aê…). Então quando você vence, sob aquela musica depressiva, finalmente pode respirar e contar vantagem para todos os seus amiguinhos que você “zerou” Dark Souls (“zerar” ainda é utilizado?)

4.2 – Última cena
Após a final do Dark Souls, após horas e mais horas de mortes e de repetidas tentativas, após finalmente vencer o último chefe… sabe o que você recebe? Apenas uma cena de quarenta segundos! E esse foi o final “bom”, sim… tem um final do lado negro, muito mais interessante, porém com a mesma duração.(Só vi o Evil End no You Tube porque eu não iria jogar tudo de novo só para ver isso…)
Já Dark Souls 2 possui uma última cena melhor,maior, por volta de dois minutos e o que acontece é de fato algo mais interessante na minha opinião, algo parecido com o final mau de DS1 só que… bom? Ou apenas um final neutro? Ah, termine o jogo e decida você.

5 – Dicas
5.1 – Inimigos
Observe-os, decore o seu padrão de ataque. Muitas vezes é melhor ter uma faca no lugar de escudo apenas para atacar o inimigo antes que ele te ataque e não deixá-lo iniciar uma seqüência, claro que funciona melhor com inimigos menores. Inimigos grandes, chefes ou não, são mais lentos e muitas vezes os ataques deles passam direto se você estiver muito perto, claro que sempre têm aquele maldito que cisma em tentar te pisar, então comece sempre observando, mesmo que te custe uma, ou várias vidas.

5.2 – NPCs
Converse o máximo que você puder com eles. Interaja incessantemente até que as falas comecem a repetir, mesmo que você fique entediado. O que você pode ganhar? Informações sobre a estória, um objeto importante para prosseguir no jogo, dicas sobre o que fazer a seguir e até mesmo aquele npc pode se tornar um vendedor e você pode comprar algo que lhe interesse, entre outras coisas.

5.3 – Baús
Quebre todos. Sempre. Golpeie os baús ao invés de abri-los. Apenas os de metal não podem ser quebrados. Agora.. por que quebrá-los? Bem… nem tudo é o que parece em Dark Souls…

5.4 – Souls
Souls, ou almas, são o XP e o dinheiro do jogo. Você escolhe como usá-los e quando. Procure na internet por dicas de como fazer isso mais sabiamente. O que eu digo aqui é: mantenha suas almas no inventário, não consuma-as de imediato. O faça quando for comprar algo ou ganhar nível e não tiver souls suficiente. Isso porque, se você morre, perde todas que estiverem sido consumidas, então você terá de voltar onde morreu para recuperá-las. Mas… se você morrer de novo… ANTES de recuperá-las… bem… você perde tudo.

5.5 – Exploração
Ande por todo o lugar, cada curva, cada metro. Olhe todas as paredes. O jogo não tem mapa ou bússola. Eu quase perdi de puxar uma alavanca em DS2 que levava a uma área imensa que levei o dia inteiro para terminar. Certas paredes, ou lugares no chão parecem liso até você chegar perto e ver que havia um buraco ou uma descida. Então explore o máximo que puder.

Conclusão
Dark Souls até que não é um mau jogo. Seria muito melhor se não tivesse se apoiado tanto na alavanca de marketing de ser um jogo muito difícil. Muita coisa legal é eclipsada pela tentativa de Japoneses sacanas te ferrar a cada inimigo, a cada curva que você vira… Muitos se deleitam na dificuldade do jogo por procurarem desafio, muitos desistem logo. A grande maioria nem conhece o melhor que o jogo tem a oferecer porque nem chegaram lá…
Alguns disseram que Dark Souls 1 e 2 são os verdadeiros RPGs “Old School“. Bem, aqui vai uma revelação: Eles não são nem RPGs nem “Old School“. DS é jogo de aventura, pessoal. O que tem de RPG? Clima medieval, Customização de Personagem e inventário complexo com trocas de armaduras. Além de NPCs que falam alguma coisa. “Hunted: The Demons Forge” tem tudo isso e não é RPG. Dark Souls tem mundo aberto? GTA tem isso e não é RPG.

O que RPGs têm que DS não têm? Cidades funcionando como tal, interações complexas (ou razoavelmente) , Missões Secundárias. Personagens que são seus companheiros (nem todos, mas a grande maioria). Não conseguiu entender? Discorda? Vai jogar Dragon Age, e depois compare. E “Old School“? SÓ o fato de ser difícil. Não sei essa geração nova que mal entende o que é soprar um cartucho, porque a escola velha são os Nintendo 8 bits, Master System e os jogos no estilo dos de Mega Drive e Super Nintendo. Ambiente 3D não é “Old School“, trocar armaduras também não é, era tecnicamente muito difícil fazer isso com os gráficos da época. O mais próximo de “Old School” na atualidade são os jogos de browser e de portáteis (celular e tablets), e nem todos!

Na minha opinião, Dark Souls 2 é bem melhor que o primeiro. Mais fácil em algumas coisas e nem tanto em outras (as armas tem resistência muito mais baixa que em DS1 e quebram logo, muitas vezes você vai ter que passar por inimigos no murro, literalmente). É uma pena a grande dificuldade esconder diversos defeitos de ambos os jogos e que ninguém fala sobre! Impressionante. Japoneses espertos… De qualquer forma é uma série sólida e fiel aos seus princípios, mesmo que eu não concorde com todos.

Que venha um Dark Souls 3. Com character creation mais completo, melhores formas de se guiar dentro do jogo, história mais presente e não necessariamente mais fácil, mas com menos coisas contra o jogador.

O amigo Marcio Guedes foi convidado para fazer esta análise por mim. Quer fazer alguma e mandar pra gente? Utilize nosso formulário de contato.

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Quem é Rogério Lima

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Gamer desde os 11 anos, quando ganhou seu SNES e fanático por informação desde a N.º 1 da Super Game Power. Aos 33, é colecionador de jogos e consoles, os quais guarda com carinho.