Por que Mortal Kombat é tão bom?

Desde a primeira vez que vi Mortal Kombat em um fliperama, fiquei apaixonado. Aquele sangue, aquela violência impensada, aquele coração batendo na mão do Kano… Tudo isso era muita novidade para um pequeno mancebo de 12 anos, que acabara de ganhar o seu primeiro videogame, um Super Nintendo.

A minha vontade maior era de aprender aqueles maravilhosos fatalities, mas só um (e apenas um) menino que ia no fliperama que tinha na minha rua sabia fazê-los. E ele só jogava ou com o Kano ou com o Raiden. Tentavamos, em vão, derrotá-lo usando o “gelinho” do Sub-Zero, mas não dava em nada. Até que então fechou o Fliperama e eu descobri uma locadora, que tinha as versão de MK para SNES. Mas aquilo não dava graça. Não tinha o maravilhoso suco de hemácias do fliper e os fatalities eram “maquiados”. Uma vergonha, dona Nintendo. Foi a única vez, depois de ver Sonic 2, que fiquei com vontade de ter um Mega Drive.

MK: Why so fodão?

Mas tudo ficaria bem, já que o Mortal Kombat II tinha tudo e mais um pouco e, a versão do SNES era considerada a melhor adaptação feita do jogo para os consoles da saudosa geração 16 bits. Obviamente que comprei o jogo. Obviamente que desprezei o MK3 e o Ultimate, mesmo com mais jogadores, o 2 era muito mais sinistro. Me dava arrepios aquela fase da floresta. Risos.

Depois disso, assim que me desfiz do SNES para entrar na era dos 32bits com o meu primeiro PlayStation, fiquei imaginando o quão foda seria o próximo Mortal Kombat. Fiquei satisfeito com o Trilogy, mas decepcionado com o MK 4. Quando joguei o 4, já estava com o N64, mas não gostei. Aquela inovação toda me deixou frustrado. MK tinha perdido a essência apaixonante de ser “igualzinho pessoas de verdade”. Assim que voltei pro PSOne, fiz questão de ter o Trilogy, que me dava uma esperança de que tudo iria voltar ao normal.

Mas as frustrações não parariam por aí. Sairia um jogo cujo o protagonista era o Sub-Zero, de aventura e linear, mais um jogo 3D de MK e… fiquei sem videogame durante um tempão. Perdi todas as outras versões mais novas de MK, inclusive a que saiu contra o Universo DC, que me falaram que dava o gostinho do MK 1 pra SNES: Sem violência. Nem quis ver.

Esse ano que, finalmente, consegui comprar um console novo, depois de tanto jogar emuladores de SNES no computador. O primeiro jogo que comprei? Mortal Kombat (9). Aquele sentimento de violência do tempo do fliperama voltou e voltou com força total. O jogo é simplesmente maravilhoso. Eles conseguiram combinar toda aquela mecânica do II com os elementos de combos que apareceram no 3 e os gráficos ~3D~ do 4. A pergunta foi: como eles conseguiram harmonizar isso tão perfeitamente e, de quebra, quadruplicar a violência e a brutalidade do jogo? Boon e Tobias gênios!

Em 2012, Mortal Kombat completou 20 anos de existência (clique no link e veja a retrospectiva destes 20 anos). E, na boa, como sou fã deste jogo. Fã a ponto de saber a história de todos os jogos, filmes e séries. E é uma história muito boa, que não deveria ter sido adaptada à moda caralho como foi nos 2 primeiros filmes, mas feita como ela é, como no modo história do MK9, que é perfeito. Este ano, ainda, fiz questão de comprar, para o XBox 360, uma coletânia com os 3 primeiros MK’s. Foda demais relembrar e jogar as versões originais para arcade no meu videogame.

Espero que os próximos Mortal Kombat sejam tão fodas (ou mais) do que foi este, que não me enjoo nunca de jogar, foi.


Quem é Rogério Lima

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Gamer desde os 11 anos, quando ganhou seu SNES e fanático por informação desde a N.º 1 da Super Game Power. Aos 33, é colecionador de jogos e consoles, os quais guarda com carinho.