DooM | A minha história gamer

Doom e eu temos um caso particular. Afinal, eu tomei um pouco de birra como jogos em primeira pessoa. E isso, para quem já me acompanha nos blogs ou Twitter já é até meio conhecido. Mas DooM é a exceção à regra.

Minha história com DooM começa lá em meados do começo dos anos 90, quando eu passar as minhas férias em Belo Horizonte, Minas Gerais. Lá, onde minha tia mora, é um bairro um pouco mais, digamos, com uma condição melhor que a maioria dos bairros da Cidade. Mas, entretanto, a casa da minha tia e a casa de todos os meus outros parentes neste bairro são como ilhas. Pois todos nós somos de uma classe social mais baixa do que todos os outros vizinhos. Por isso, nessa época, o vizinho da minha tia eram pessoas de condições muito boas e que já tinham um computador em casa.

Eu não me lembro bem, mas a configuração desde computador que tinha na casa do vizinho da minha tia, acredito eu ser um Pentium 133MHz. Na época, uma Ferrari. O que eu sei e lembro muito bem foi quando os filhos deste vizinho, chamado Euler e seu irmão Felipe, disseram que tinha um novo jogo para instalar no computador, sendo que nós já jogávamos o clássico dos clássicos Wolfenstein nele.

Depois de um tempo brigando com prompt do DOS finalmente ele conseguiu terminar de instalar o novo jogo e este novo jogo era nada mais nada menos que DooM. Foi uma sensação muito legal que senti quando o jogo rodou a primeira vez. Quando a tela “derreteu” para entrar na fase, achei que tinha dado “tilt”, mas não, o jogo tava lá! Ter iniciado minha vida de jogador com alguns jogos no PC me ajudou a criar empatia em transformar o “Micro” em uma plataforma de games e não só uma estação de trabalho.

Este vídeo abaixo ilustra bem duas coisas: O momento em que DooM apareceu e um pouco do meu sentimento ao jogar. Assista!

 

Anos depois, quando eu já tinha o meu Super Nintendo, eu também jogava DooM, mas em outras plataformas. Uma delas era o saudoso 3DO que, para mim, foi o que mais fielmente reproduziu o que tinha no PC, apesar de que, na época, eu não me ligar muito em comparações gráficas.

Por outro lado, fiquei muito empolgado quando saiu a versão de Super Nintendo de DooM. A reprodução do jogo, utilizando o chip Super FX 2, ficou muito fiel e, para uma plataforma e 16 bits, conseguiu (e muito) trazer muitas as coisas que tinham no PC, sem perder quase nada. Talvez um tamanho de tela, por motivos óbvios.

Depois eu fui jogar DooM quando comprei meu primeiro PlayStation, que também teve sua versão do jogo e que fiz questão de ter à minha disposição. Neste meio tempo, quando voltei em Belo Horizonte, este vizinho já estava jogando Quake em uma máquina bem melhor, mas não senti aquele mesmo feeling que havia sentido com DooM. Não era a mesma coisa.

Mas, aqui em Guarapari, continuava jogando meu Doomzinho e, quando eu troquei o meu PlayStation por um Nintendo 64, também fiz questão de jogar a versão 64 dele. Depois disso, eu só fui jogar DooM novamente este jogo em outras oportunidades, como na vez que joguei ele no meu Game Boy Advance e quando tive meu primeiro Xbox (o primeiro mesmo e não o 360).

Hoje em dia eu faço questão de ter algumas versões disponíveis em meu PC para poder jogar e matar essa nostalgia. Afinal, mesmo não gostando de FPS, DooM é especial para mim.

Esse post dá início a uma série aqui dentro do nosso blog onde você poderá conhecer um pouco da minha história “Gamer” e como conheci algum jogo específico. Vou tentar trazer, toda semana, alguma história de algum jogo que marcou a minha vida de alguma forma.

Para complementar esse post deixo abaixo um vídeo com a timeline histórica de DooM, desde o primeiro até o jogo que foi lançado este ano. E eu, como fã, pretendo comprá-lo assim que baixar o preço, né?! Mas ficar sem, não vou poder!

 

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Quem é Rogério Lima

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Gamer desde os 11 anos, quando ganhou seu SNES e fanático por informação desde a N.º 1 da Super Game Power. Aos 33, é colecionador de jogos e consoles, os quais guarda com carinho.